Sem que nenhum deles soubesse, um segundo teste teve início naquela noite. Deveriam se conhecer dali até o dia do último teste. Esse seria um tipo de teste social. Deveriam conversar, acertar as coisas como uma matilha.
Com o orgulho a flor da pela, esse talvez tenha sido o mais difícil teste pelo qual todos passaram. Aceitar humildemente que um dependia do outro parecia muito mais doloroso do que enfrentar um grupo de fomor.
Portanto, poucas vezes se reuniram em Gray Hills. Tentaram mais do que tudo acertar os próprios negócios. O mais afetado pelas ações da última noite foi Cristoff, pois descobriu que seu antigo amigo e aliado em uma invasão naquela mesma fábrica anos antes havia sido acusado também do segundo ataque. Este estava atrás das grades.
Dominic manteve contatos constantes com um espírito do Corvo, que lhe disse que escolheu a matilha como sua. Seria o espírito totêmico dela, mas o fardo de convencer os outros disso cabia única e exclusivamente ao pobre Garou.
Maycon fez grandes avanços na tentativa de descobrir mais coisas sobre a fábrica e suas confusões. Inclusive que a Blazer pertencia a NSA, uma agência de defesa Norte-Americana. Algumas peças se encaixaram e outras simplesmente sumiam do quebra-cabeça.
Bastian também seus problemas pessoais nesse período. Vários sonhos, uma sucessão deles o atormenteram e indicavam que um grande mal estava para ser liberto.
Dereck, por sua vez, foi convidado por Voz das Mil Guerras e por Dança com o vento a preparar uma canção que mostrasse quem a matilha na verdade é.
Finalmente, todos se sentaram em Gray Hill e lá conversaram até aceitarem o corvo como totem e a matilha se chamasse Olhos do Carniceiro. Nome esse concedido pelo próprio espírito-ave.
Esse acerto foi o passo que faltava para o início do último teste. Força de Vontade, um teste mental. Deveriam passar os dois últimos dias em frente a Pedra das Inscrições e ali aprendir e tirar proveito de tudo que a história de seus antepassados tinha pra lhes dar. Rapidamente, Bastian e Maycon, se cansaram e deixaram as proximidades da pedra, mais uma vez mostrando a indisciplina do grupo, mesmo assim os outros três, valorosos como deveriam ser, permaneceram o tempo que conseguiram em frente a pedra. Até a data da cerimonio, dois dias depois os três estavam lá e quando já não aguentavam mais, foram escorados por parentes que já se aglomeravam nas imediações formando um roda de tambores e recompodo-os com revigorantes hidromeis dos Fianna.
Todos estavam novamente inteiros, quando a cerimonia teve início. Foram levados para a Umbra e lá aprenderam os dons, dádivas dos espíritos apropriados e de volta ao mundo real, após a gravação dos pictogramas relacionados a cada tribo, tiveram início os festejos.

